Nada como inaugurar este Blog com uma experiência pela qual todos deveriam passar - um jantar no "Cozinha da Terra".
Começo por dizer que não sou muito de fazer grandes viagens para comer, mas que a deslocação do Porto a Paredes, vale bem a pena!
Tem um parque para estacionar o carro e ao chegar terão que tocar à campaínha, anunciando que efectuaram a obrigatória reserva de mesa.
Casa antiga de pedra com um grande pátio, à esquerda ficam as escadas que nos levarão a uma experiência única de sabores e sensações.
Entramos pela cozinha, onde podemos ver a comida a ser preparada pelas funcionárias vestidas de criada antiga, entre elas a dona do restaurante. Virando à esquerda, entramos na sala de uma casa antiga, com mesas e cadeiras confortáveis e uma musica "medieval" não incomodativa. Sala com muitas janelas, sendo que um dos poucos reparos que tenho a fazer ao restaurante diz respeito ao calor que se fazia sentir, fazendo falta um ar condicionado. Recorremos ao vinho para refrescar.
A "criada" serviu-nos de forma profissional e explicando detalhadamente os pratos, respondeu igualmente de forma entendida a todas as perguntas que fizemos (e não foram poucas).
Quando vos perguntarem se querem entradinhas, digam que sim, são como que uma preparação para o que aí vem.
Pataniscas de bacalhau, uns camarões como não comia há muito, bola de carne, pão/broa quente com azeite, um queijo de comer e chorar por mais e uns legumes salteados com um segredo bem guardado, quase que nos faziam ficar por ali.
Optamos pelo vinho verde branco da casa (da casa mesmo), que foi sendo trazido em canequinhas de meio litro por forma a não ficar quente. Um bom vinho diga-se de passagem.
Eramos quatro e optamos por pedir uma dose de bacalhau, de posta alta e boa lasca, escaldado e servido dentro do
pão em cama de legumes, cozinhado no forno antes de ir à mesa e uma dose de polvo assado no forno com batata a murro. Não sei qual dos pratos o melhor, sei que estavam os dois muito, mas muito bons. O bacalhau sendo um prato diferente causou uma experiência inovadora, o polvo, estava além de tenro, muito saboroso.
Terminamos com um vulcão de chocolate e um gelado com molho de framboesas frescas.
Os cafés vieram, não sem antes virem também duas garrafas de Água das Pedras, fresquinhas.
É um restaurante para ir com tempo e sem pressas, toda a envolvente convida a comentar o que se vai passando e a contar histórias de outras experiências. Seguramente ficamos com uma excelente história para contar.
Já se sabe que tudo o que é bom tem o seu preço, razão pela qual voltarei à Cozinha da Terra numa ocasião mais especial.
Quatro pessoas pagamos cerca de 120 euros o que nos leva ao preço médio de 30 Euros (apenas com duas sobremesas).
De entre muitos prémios, recentemente o restaurante recebeu o Garfo de Ouro de 2013 do Semanário Expresso.
No fim ainda podemos privar um pouco com a Dª. Teresa Ruão, que nos falou do seu projecto de vida e de como o conseguiu concretizar, apostando na diferenciação, na qualidade, na história e no que a Terra tem para nos dar.
Localização/Ambiente - ****(4)
Serviço - *****(5)
Comida - *****(5)
Relação Qualidade/Preço - ****(4)
Satisfação Global - *****(5)
Total - 23 num máximo de 25
http://www.cozinhadaterra.com/
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