sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Adega Regional Passos Perdidos

Quem vai de Vila Pouca de Aguiar em direcção a Vila Real pela estrada nacional, encontra perdido na pequena aldeia de Vilarinho da Samardã um dos sítios de bem comer, onde o tempo passa devagar e onde os todos os nossos sentidos são estimulados.
Logo à chegada somos brindados com uma paisagem de que poucos restaurantes se podem gabar.

A antiga casa rural, transformada em restaurante, tem uma sala ampla com grandes janelas a convidar a apreciar a bela paisagem. O chão de pedra e a decoração da sala dão um ar mais rustico e fresco, ideal para o Verão.
Dentro, uma sala mais intimista, com lareira, forrada a prémios e artigos de jornal, onde é preservada a memória do escritor Camilo Castelo Branco, que ali viveu “os anos mais felizes da minha juventude”.

Lá fora, uns bancos corridos, convidam a uma visita contemplativa enquanto se toma o café ou um digestivo. Uma experiência que recomendo sobretudo com bom tempo.
A um canto poderão ainda encontrar uma mesa de matrecos, onde podem desafiar os familiares ou amigos para uns momentos bem passados.

As refeições são antecedidas por um cesto de entradas que inclui enchidos, azeitonas, queijo de cabra e pão de milho migado com moura e couves.

Nos pratos principais vale a pena experimentar os milhos com carne de porco de vinha-d’alhos – prato premiado num Concurso Nacional de Gastronomia com o 1.º prémio –; o charrisco de vitela Maronesa acompanhado por um arroz de castanhas; o bacalhau com broa regado com azeite e, ainda, o Cabritinho Assado no forno.

Optámos pela Posta à Maronesa e os Rojões à Transmontana, sendo que "exigimos" de acompanhamento em ambos, o famoso e delicioso arroz de castanhas.

Se o cesto de entradas cumpriu com as expectativas, o prato principal encheu as medidas, bem cozinhado e saboroso, com carnes bem temperadas e de boa qualidade.

Acompanhamos com um dos segredos mais bem guardados da região, o vinho da casa, da Adega de Vila Real, Terras de Alleu Branco (encontram a 1,5€ no Jumbo, mas não deve ser por muito tempo).

As sobremesas, servidas em bandeja, são variadas e de confecção própria, de salientar os doces regionais de cereja, abóbora e figo, podendo ser acompanhados do delicioso queijo de cabra. Esta forma de servir nem sempre está disponível, sendo que por vezes a sobremesa é servida à carta.
Em termos de comida é na sobremesa que reside o calcanhar de aquiles da Adega.

Se não fizerem estravagâncias, o preço médio poderá ficar por 20 a 25 € por pessoa.

Localização/Ambiente - *****(5)
Serviço - ***(3)
Comida - ****(4)
Relação Qualidade/Preço - ****(4)
Satisfação Global - *****(4)

Total - 20 num máximo de 25



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